Paulo Justus – O Globo
SÃO PAULO — O ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira apresentou na última sexta-feira ao Ministério Público duas petições contra o administrador da massa falida do Banco Santos, Vânio Aguiar. Os documentos acusam Aguiar de não prestar contas da massa falida e retirar documentos de maneira irregular da mansão do ex-banqueiro, em São Paulo. Apesar da linguagem contundente, os documentos não constituem ação judicial e representam um pedido de tomada de providências por parte do poder público, de acordo com o advogado de Ferreira, Arnaldo Malheiros.
Em uma das petições, endereçada à promotora de Justiça Sandra Rodrigues de Oliveira, junto ao Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), o ex-banqueiro acusa Aguiar de ter levado bens pessoais da mansão onde residia — entre computadores, um talão de cheque e R$ 11 mil em espécie.
— Em 2007, ele (Aguiar) retirou todos os meus documentos pessoais, mais de 12 computadores e dinheiro. Em 2011, quando foi nomeado fiel depositário do despejo entrou na casa e retirou de novo todos os computadores. Nesse período levou os 10 computadores que repusemos e todos os documentos que tinha colecionado desde 2007 até 2011 — disse Edemar, que recorre em liberdade da condenação, em 2006, a 21 anos de prisão por crimes financeiros, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Leia Mais





No dia 10 de janeiro, nossa família foi injustamente expulsa de nossa casa na Rua Gália 120, onde vivíamos há 23 anos. Foi uma saída pacífica, mas inesperada. Não imaginávamos que isso pudesse acontecer no Brasil. Sempre soube, que nossa casa é nosso lar, indevassável, inviolável, nossa fortaleza, seja ela uma choupana ou um castelo. É na residência que criamos a família, nossos filhos, animais que muito queremos. É nosso refúgio, nossa ilha, onde somente nós temos o poder. Você Clovis , nosso querido Buldogue, que lá foi criado e viveu por mais de dez anos, também foi expulso.
